ARTIGO

 

Eije e Ítalo Kumamoto

Em sua coluna do dia 30 de outubro de 2002, publicada no www.sitiodetiao.cjb.net, Sebastião Lucena fala um pouco sobre quem foi Eije Kumamoto: "Era um senhor magrinho, olhos apertados, boca murcha, cabelos pretos e um inseparável cigarro sem filtro no canto do beiço. Chegou a Princesa depois da primeira guerra. Propriamente a Princesa não, porque foi encontrado vagando no porto de Recife, sem saber uma vírgula de palavra em português, pelo coronel Zé Pereira, e por ele levado a Princesa Isabel, onde viveu até morrer. Balbuciou as primeiras palavras de nossa língua lidando com os cabras do coronel durante a guerra de 30. Era o almoxarife da revolta e foi como almoxarife que aprendeu o ofício de comprar e vender. "

"Passada a guerra, já casado com dona Marli Duarte, comprou terras, botou um armazém de compra e venda de algodão, mamona, milho, feijão e outros produtos agrícolas, foi pai de Ítalo, Eirinha, Bebé e Helder, os três primeiros formados em Medicina e o último em Direito, e viveu até os 90 anos mantendo os mesmos hábitos de quando era o rapazinho novo chegado num navio clandestino, fugindo da guerra do seu país. "

Sebastião ainda continua com detalhes íntimos, escrevendo um texto pouco dissimulado e bastante irreverente.

No livro "Princesa Antes e Depois de 30", o cronista Paulo Mariano também relata que, durante a Revolta Armada em 1930, Eije ficou "encarregado da folha de pagamento do ´coronel´".

 

 

 

 

 

Na fotografia ao lado, Eije Kumamoto.
Fonte: MARIANO, Paulo. Princesa Antes e Depois de 30. João Pessoa: EGN, 1991.

 

Mudando agora de pai para filho. Ítalo foi capa da revista "A SEMANA", que foi às bancas da capital paraibana entre os dias 19 e 26 de outubro de 2001 (ano 3, nº 126). Na reportagem, os temas discutidos foram medicina, Memorial São Francisco (hospital de Kumamoto) e, claro, Princesa.

O trecho a seguir consta no periódico supracitado: "Natural da cidade interiorana de Princesa Isabel, localizada no Sertão Paraibano, Ítalo Kumamoto se orgulha da origem sertaneja e da descendência japonesa. ´Muitos  me chamam de japabano, uma mistura de japonês com paraibano. De fato, nasci em Princesa Isabel, uma cidade sertaneja típica, filho de um japonês (Eije Kumamoto) e de Marly Duarte Kumamoto, uma princesense´, destaca, enaltecendo sua terra natal: ´Princesa, para mim, é a cidade que Deus fez lá no alto para que ficasse mais perto dele. Ser princesense é ostentar um grande orgulho pela terra. A mistura, eu considero boa: do sertanejo, eu trouxe um pouco de garra; do japonês, eu trouxe um pouco de humildade e da disciplina.´"

Fragmento digitalizado de  "A SEMANA".

No dia 17 de novembro de 2001, Ítalo participou de Sessão Solene na Câmara Municipal de Princesa Isabel, onde foi homenageado. A cerimônia aconteceu durante a semana de Comemoração dos 80 anos de Emancipação Política do município.

(Mardson Medeiros)

 

 

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