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Princesa Isabel - PB, domingo, 05 de julho de 2009

 

103 anos de Alcides Carneiro

Durante as comemorações do pós-centenário do ex-ministro e deputado federal Alcides Carneiro, a prefeitura de Princesa promoveu solenidade em que foi afixada fotografia na Galeria dos Ilustres, localizada na sede do executivo municipal.

A imagem ficou próxima a de Canhoto da Paraíba.

 
   

    O pesquisador Francisco Florêncio (braços cruzados) foi
    conferir de perto.

     
   
    O prefeito de Princesa, Thiago Pereira (de vermelho), também
participou da solenidade.

(Mardson Medeiros,
com imagens de Francisco Florêncio)

 

HISTÓRICO

PARTE 1

 BIOGRAFIA de ALCIDES VIEIRA CARNEIRO

 (Por Francisco C. Florencio – em 11-06-2009 - 103 anos do nascimento de Alcides Carneiro)

 AS ORIGENS

ALCIDES VIEIRA CARNEIRO nasceu em Princesa Isabel em 11 de junho de 1906. Filho do paraibano de Catolé do Rocha, VICENTE VIEIRA CARNEIRO e da princesense MARIA EMILIA DUARTE AZEVEDO (Dona Maroquinha).

 A casa onde nasceu ALCIDES fica situada na atual Rua Coronel Marcolino 266, onde está instalada uma placa alusiva ao fato.

 Resumindo: ALCIDES é princesense por  local de nascimento e por ter nas veia sangue de princesenses!

 INFANCIA EM PRINCESA

ALCIDES viveu em Princesa  até os 11 anos. Junto com seus irmãos Wandick, Alzira, Edith, Eudesia, Francisco, Yvone, Dirce, Miriam, todos nascidos em Princesa. Os outros irmãos, Denise (que foi casada com o Dr Aluisio  Pereira) e Vicente nasceram em Fortaleza.

Estudou na escola do Professor Adriano Feitosa, de quem ele diz na sua autobiografia: O Professor FEITOSA ensinou Princesa a ler e falar! Num depoimento do sobrinho do Professor Feitosa – ENOCH  CAVALCANTI,  ele afirma que ALCIDES já revelava seus dons para a oratória já na infância quando discursou na festa de encerramento do curso primário. A dicção, gesticulação e entonação perfeitas foram já na época observadas, fazendo prever o grande orador que viria a ser!

 Assim podemos dizer, que ALCIDES não era princesense só por nascimento: ele tambem viveu e estudou toda a infância em Princesa e com certeza – bebeu muita água do Açude Maia!

 ADOLESCENCIA EM FORTALEZA

 Em 1917, com 11 anos,  ALCIDES foi para Fortaleza estudar na casa dos tios Daniel e Enéas Carneiro. Fez o exame de admissão no Colégio S. Luiz, onde chamou a atenção pela excelente preparação intelectual, fazendo os seus professores acharem que  ele teria estudado numa Capital e não numa pequena Vila do interior da Paraíba. Concluiu o curso secundário no Liceu do Estado do Ceará e aos 16 anos entrou na Faculdade de Direito de Fortaleza.

 Transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde em 1926, com 20 anos concluiu o curso. Em Recife, seus dotes oratórios se fizeram presentes, tornando-o conhecido, respeitado e admirado.  

 CARREIRA PROFISSIONAL

 ALCIDES fez uma carreira brilhante.  Primeiro ele se engajou na campanha de 30, na Aliança Liberal, ao lado de João Pessoa, onde fazia discursos inflamados pelo Brasil afora. Vitoriosa a Revolução de 30 ele foi nomeado interventor em Princesa por José Américo. Preferiu ir para Itápolis, em S Paulo. (Teria sido ele quem  indicou o nome de NOMINANDO DINIZ, para ser o interventor em Princesa, alegando ao mesmo José Americo , que um nome da terra seria mais indicado para pacificar o ambiente gerado pela Revolta de 30 em Princesa).

Foi Inspetor de Ensino no Rio de Janeiro. Procurador da Republica no Espírito Santo. Advogado da Policia Militar no Rio de Janeiro. Presidente do IPASE. Deputado Federal pelo Estado da Paraíba (o unico Deputado Federal princesense até a data atual). Procurador da Justiça do Estado da Guanabara. Presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC.

Foi Ministro do Superior Tribunal Militar, de 1966 a 1976, onde foi o vice-presidente de 1969 à 1970. Recebeu inúmeros títulos e comendas. Em 1947, disputou o Governo da Paraíba pelo PSD, contra o candidato da UDN Osvaldo Trigueiro, e perdeu.

Foi como Presidente do IPASE, de 1947 à 1951 que ALCIDES deixou sua grande marca como administrador público. Uma de suas principais obras foi o Hospital Alcides Carneiro, em Campina Grande, que hoje é o Hospital Universitário Alcides Carneiro, centro de referencia de medicina na Paraíba.  

 DEPOIMENTOS  DE PERSONALIDADES E AMIGOS

 Depoimentos dados por pessoas que conviveram com alguém, dão uma dimensão maior  do homem do que  a simples análise da obra que ele possa der deixado. São centenas os  depoimentos colhidos em jornais, revistas, livros, coletâneas de discursos em solenidades oficiais e privadas. Não dará para cita-los todos nesta biografia resumida, mas só alguns, mais marcantes e de personalidades que possam ser conhecidas de nosso publico leitor.

 Vou começar por um paraibano ilustre: JOSE AMÉRICO DE ALMEIDA, que de ALCIDES disse: “ É o orador nato, notável pela fluência e pelo colorido. Sua riqueza de imagens nunca decaiu no romantismo porque não é simples retórica, mas uma criação verbal possuída de imprevistos e de visões poéticas”.

 Outro paraibano ilustre: o ex-governador JOÃO AGRIPINO, que foi seu adversário político, disse: “ALCIDES, primoroso orador, notabilizou-se pela beleza da forma literária em seus discursos”.

 Ainda outro paraibano ilustre: o grande jornalista ASSIS CHATEAUBRIAND:  “ Se eu fosse Presidente da Republica, nomearia ALCIDES o orador oficial do Brasil”.

 Mais um paraibano: O ex -Deputado Federal, e ex-Governador da Paraíba, RONALDO CUNHA LIMA: “A historia da Paraiba guarda, com orgulho, a herança do seu inestimável talento e da sua enorme nobreza de caráter. ALCIDES foi uma ds minhas maiores admirações, quer como orador inigualável, quer como homem público no mais alto significado que a palavra integridade pode alcançar”.

 Por ultimo, mais um paraibano: o ex-Senador e atual Governador da Paraíba, JOSE  MARANHÃO: “ALCIDES CARNEIRO, gênio da oratória que engrandeceu o nome da Paraiba em importantes cenáculos nacionais, sobretudo, do alto da tribuna, a tribuna que – acima da política, acima dos postos de administrador, acima de eventuais cargos – encarnava sua mais autentica vocação, sua mais verdadeira contribuição à inteligência brasileira”

 OUTRAS REFERENCIAS

  HELIO SODRÉ, grande jurista e historiador brasileiro, que escreveu a obra “Historia Universal da Eloqüência” sobre os cinqüenta maiores oradores de todos os tempos, incluiu nessa reduzida e honorável lista apenas os nomes de dois paraibanos: ALCIDES CARNEIRO e EPITÁCIO PESSOA”. E, com certeza, o único Princesense desta lista!

 ALCIDES - O  INTELECTUAL, O POETA E O  FILÓSOFO DAS FRASES

 Foi membro da Academia Paraibana de Letras, Academia Carioca de Letras e da  Associação das AcademiaS de Letras do Brasil. Romântico, poeta, boêmio, orgulhoso de suas origens sertanejas.  São suas frases cheias de espírito e coração,  um dos aspectos mais curiosos e de melhor receptividade popular. Vamos rememorar algumas delas.

 Na inauguração do   Hospital do IPASE no Rio de Janeiro, ele disse: “Esta é uma casa que por infelicidade se procura, mas por  felicidade se encontra”.

 Na posse do Presidente do IPASE: “ A vida do homem público é difícil. Se nomeia os parentes, todo mundo diz: Só se lembra dos seus. Se não os nomeia, todo mundo e mais os próprios parentes exclamam a toda hora: Tão ruim que nem dos parentes se lembra”

 Na posse da Associação das Academias de Letras: “disputei quatro eleições: duas políticas e duas literárias. Nas duas políticas eu perdi e nas literárias eu ganhei. Nas quatro vezes, os eleitores se enganaram”

 Num comício em Esperança, na Paraíba: “Esperança, terra que Deus colocou entre a fé e a caridade. Fé, esperança e caridade

 Num discurso no IPASE: “Paraíba, a terra que se fez tão pequenina para não parecer tão grande e se fez tão grande para se vingar de ser tão pequenina”

 Numa carta ao Professor OSCAR DE CASTRO: “Incursionei na política, onde os homens me ensinaram os caminhos do inferno e o estilo do diabo. Aprendi depressa, mas depressa enjoei. Ela não é, senão para muito poucos, a arte humana de trabalhar pelos outros. De qualquer forma, para se vencer politicamente, é preciso enganar muito e mentir outro tanto. No começo, há engulhos. Depois o estomago aceita. A natureza é sabia e os homens, sabidos”.

 O FIM 

 ALCIDES VIEIRA CARNEIRO faleceu em Brasília – DF, em 22.05.1976 em conseqüência da ruptura de umaneurisma da aorta abdominal durante jantar de despedida do STM – Superior Tribunal Militar, que lhe era oferecido por motivo de sua aposentadoria. 

Seus restos mortais repousam no Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro.

(por Francisco C. Florêncio - pesquisador da historia de Princesa Isabel - Pb)

 

PARTE 2

ALCIDES VIEIRA CARNEIRO - UM PRINCESENSE


Alcides Carneiro, aos 9 anos, na Escola Pública da Vila da Princesa (1915)

 

 Alcides Vieira Carneiro nasceu em 11 de junho de 1906, na então Vila da Princeza, hoje cidade de Princesa Isabel, no alto sertão paraibano. Na bibliografia relativa a esta importante figura paraibana, é fartamente citado o lugar de seu nascimento e ainda mais de sua descendência pelo lado paterno, da família Carneiro, oriunda da região de Catolé do Rocha, Paraíba. Aliado ao fato de que Alcides Carneiro deixou sua vila natal quando ainda tinha 11 anos, e tendo feito sua longa carreira no Rio de Janeiro, então Capital Federal, foi pouco registrado – apesar de fartamente aclamada – suas origens princesenses.

O objetivo deste trabalho é trazer a luz os dados biográficos e genealógicos relativos às origens princesenses de Alcides Carneiro, servindo para completar sua biografia e reforçar a referencia orgulhosa de seus conterrâneos.

 VILA DA PRINCEZA  (de 1906 a 1917)

 Quando Alcides nasceu em 1906, a pequena Vila da Princeza, era um pequeno burgo, situado sobre a Serra da Borborema, no extremo ocidental do Estado da Paraíba, na sua fronteira sul com o Estado de Pernambuco. Situada a 700 metros de altitude, tem um clima mais ameno que a media da região onde está inserida. Naquela época, já eram transcorridos 50 anos da sua fundação e 30 da sua autonomia administrativa e  política da antiga Vila de Santo Antonio do Piancó. Sua economia desenvolvera-se com o ciclo do algodão, e tornara-se centro atrativo para negociantes e prestadores de serviço diversos, que lá iam em busca de lucros e simples sobrevivência. Contava então com 215 casas, distribuídas em doze ruas, duas escolas publicas primarias, uma masculina e outra feminina.A escola masculina com 79 alunos, era dirigida pelo Prof Adriano Feitosa Cavalcanti, um ex-aluno do famoso Colégio do Padre Rolim, em Cajazeiras, Paraíba. Contava ainda com dois açudes públicos, cadeia, cartórios civil e judicial, e uma igreja matriz dedicada á padroeira N. Sra do Bom Conselho. A população na Vila era de 1500 almas.

As famílias de então, eram originarias em sua maior parte do vizinho Estado de Pernambuco, e as demais vindas das cidades vizinhas da Paraíba e do Ceará. O fluxo migratório, como nas demais vilas do sertão, era  determinado pelo interesse no comercio local ou por atração de familiares já na Vila instalados. Era Comarca em 1900, a qual foi suprimida em 1905, e que só foi restaurada em  1915. Estes dados permitem situar o ambiente no período em que Alcides viveu na sua Vila natal.

 

GENEALOGIA

 A)     RAMO PATERNO – FAMÍLIA CARNEIRO

 Alcides Vieira Carneiro foi o segundo filho do casal  VICENTE VIEIRA CARNEIRO e MARIA DE AZEVEDO DUARTE (Maroquinha).

 PAIS E AVÓS PATERNOS

 VICENTE CARNEIRO – nasceu em Riacho dos Cavalos, então pertencente ao município de Catolé do Rocha (Pb), em 3 de Setembro de 1884, filho de JOSE VIEIRA CARNEIRO (Zé Mago) e de MARIA ALEXANDRINA  (Madrinha Velha), que eram primos legítimos.

A família Vieira Carneiro, tem suas raízes fincadas no Sitio Caatinga dos Andrade, que faz parte do município de Riacho dos Cavalos, antigo Distrito de Catole do Rocha (Pb),e, no Sitio Micaela , no município de Lagoa, ex-Distrito de Pombal (Pb).

 BISAVÓS PATERNOS 

 (Pais de José Vieira Carneiro):

  MANOEL VIEIRA CARNEIRO  cc ANTONIA MARIA DE JESUS

  (Pais de Maria Alexandrina):

  JOSE TAVARES DE SOUZA cc ALEXANDRINA MARIA DA CONCEIÇÃO

 

B) RAMO MATERNO – FAMÍLIA AZEVEDO DUARTE

 A mãe de ALCIDES – MARIA DUARTE AZEVEDO  nascida em 7-09-1894, na Vila da Princesa, era filha de :

AVÓS MATERNOS

 FRANCISCO DAS CHAGAS AZEVEDO e  MARIA EMILIA ANTES DUARTE; 

A familia AZEVEDO tem origem na região da Grande Pombal, nela incluída a de Catolé do Rocha – Pb. Não foram ainda encontradas as indicações de quando membros dessa família chegaram à região de Princesa Isabel.

A família DUARTE está presente em Princesa Isabel, desde os primeiros anos da sua fundação em 1858. Seu patriarca foi o português JOAQUIM RODRIGUES DUARTE, originário da região de Viseu – Braga em Portugal;

BISAVÓS MATERNOS

  JOSE DOMINGOS DE AZEVEDO e MARIA DE AZEVEDO; (Pais de FRANCISCO)

  JOAQUIM RODRIGUES DUARTE (português, negociante de algodão, nascido em 1840 na povoção de Sequeiros, do termo de São Pedro do Sul, Bispado de Vizeu. Faleceu em 1905) e ROZENDA MARIA DA SOLEDADE (ANTES); (Pais de MARIA), sendo:

TRISAVÓS MATERNOS

  ANTONIO RODRIGUES e MARIA JOAQUINA DUARTE . Portugueses. (Pais de JOAQUIM)

 JOÃO ANTES PROSTANTE (Patriarca da família ANTES em Princesa Isabel. Natural de Catolé do Rocha- Pb. De nome real JOÃO FERREIRA DA COSTA.  Faleceu em 5-10-1881) e  FRANCELINA MARIA DE SANTANA .  Nascida em Triunfo – Pe. Faleceu em 1887, na Vila da Princesa.(Pais de ROSENDA)

TETRAVÓS MATERNOS

(PAIS DE FRANCELINA)

ANTONIO GOMES DA CUNHA  e

 MARIA DE SANTANA CAVALCANTI. Falecida em 4-5-1875. Filha de:

PENTAVÓS MATERNOS 

 JOSE DE ARAÚJO CAVALCANTI, e esposa doprimeiro matrimonio – nome não conhecido). 

  Um dos primeiros sesmeiros e desbravadores da região de Princesa Isabel. Foi casado em segundas núpcias com NATALIA MARIA DO ESPÍRITO SANTO,  dona da Fazenda Perdição, onde se fundou em 1858 a povoação que deu origem à futura cidade de Princesa Isabel. Faleceu em 1836.  Filho de:

HEXAVÓS MATERNOS

 LOURENÇO DE BRITO CORREIA  cc CATARINA DE BARROS CAVALCANTI.

 Primeiro desbravador da região de Princesa Isabel. Viveu no Sitio Escorregadinha, onde requereu a primeira sesmaria que deu inicio a ocupação territorial da região, em 1766. Descendente das famílias baianas que ocuparam o sertão nordestino junto com os exploradores da Casa da Torre. Faleceu em 1806. 

 CONCLUSÃO

 Com esta pequena nota genealógica podemos afirmar e provar que ALCIDES CARNEIRO é PRINCESENSE, não só por nascimento, mas também, por ter no sangue os genes das primeiras famílias que aqui aportaram a 240 anos atrás.

 E completando, formou também seu corpo físico, bebendo das águas, e alimentando-se dos frutos que por séculos tornam os princesenses o que são: antes de tudo, uns fortes. E nos 11 anos vividos aqui em família, educados nas primeiras letras junto com seus contemporâneos, tornaram também seu espírito igual ao dos princesenses: inteligentes, talentosos e de caráter indomáveis.

(por Francisco C. Florencio - pesquisador da historia de Princesa Isabel - Pb)

 

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